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O Imperador fez dele comandante em chefe das forças expedicionárias. Vendo, porém que D. Pedro não cumpriu as promessas que havia feito, mandou uma circular às câmaras da província, em termos pouco respeitosos para com a Majestade Imperial, e, retirando-se para Fortaleza, fazendo várias prisões depondo o Presidente e anexando o Ceará à Confederação do Equador, proclamada em Pernambuco. FILGUEIRAS, era um bravo general, mas, seu exército não passava de um bando armado, sem melhor organização. Teve seu pesar, para manter as tropas, de permitir o saque. Procurou no entanto dar aspecto legal à pilhagem, processando as apreensões e levando-as a débito da receita pública. Nas suas lutas constantes foi vencido e preso a 2 de novembro de 1824, na fazenda do Juiz, cercado, sem víveres e vendo seu exército dispersado, rendeu-se ao Major Bento José Lemenha Lins, mas, conseguiu fugir. Perseguido pelos Dragões Imperiais deles se libertou nas proximidades de São Romão, na Bahia, tendo subido o Rio São Francisco até as proximidades da Fazenda Perdigão, que ele fundou e que até hoje é próspera do oeste mineiro. Foi avô de Antônio Alves Filgueiras que aqui deixou enorme descendência, e tio de José Caetano, renomado escritor e poeta brasileiro, autor de várias obras de direito. |
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